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A Hora do Café

Setembro Amarelo: CAPS alerta para sinais de sofrimento emocional e orienta onde buscar ajuda em Palotina

Isolamento, mudanças persistentes de comportamento e perda de interesse pela rotina estão entre os sinais que merecem atenção

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Foto: Sarah Pessoa/Palotina 24 Horas

O Setembro Amarelo reforça a importância de reconhecer mudanças de comportamento, acolher pessoas em sofrimento emocional e buscar ajuda antes que a situação se agrave. Em Palotina, profissionais do CAPS Harmonia alertam que isolamento, perda de interesse pelas atividades do dia a dia e alterações persistentes de humor estão entre os sinais que merecem atenção.

Durante entrevista ao programa A Hora do Café, nesta quarta-feira (16), a psicóloga Aline Parcianello e a terapeuta ocupacional Viviane Gramagol explicaram também como funciona a rede municipal de saúde mental e orientaram familiares sobre como agir diante de alguém que esteja passando por um período de sofrimento.

Sinais de alerta

Segundo as profissionais, um momento de tristeza, preocupação ou frustração não significa, por si só, a existência de um transtorno mental. A atenção deve aumentar quando o sofrimento persiste e começa a provocar prejuízos na rotina, nos relacionamentos, no trabalho ou nos estudos.

Entre as mudanças que podem ser percebidas estão isolamento social, abandono de atividades que antes faziam parte da rotina, falta de motivação para estudar ou trabalhar, alterações de humor e irritabilidade.

As profissionais destacaram que muitas pessoas procuram atendimento apenas quando o sofrimento já se tornou intenso. Entre os fatores que podem atrasar essa procura está o preconceito ainda existente em relação à saúde mental.

Como acolher

Para familiares e pessoas próximas, a orientação é evitar frases que diminuam ou desqualifiquem o sofrimento.

Expressões como “você precisa reagir”, “pense positivo” ou atribuir a situação exclusivamente à falta de fé podem fazer com que a pessoa se sinta ainda menos compreendida.

Aline destacou durante a entrevista que quem não sabe o que dizer não precisa encontrar uma solução imediata. Ouvir, acolher e demonstrar disponibilidade para ajudar na procura por atendimento já pode fazer diferença.

A espiritualidade também pode representar uma fonte de apoio, segundo as profissionais, mas não deve substituir o acompanhamento de saúde quando ele é necessário.

Onde buscar ajuda

Em Palotina, a Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada para pessoas que precisam de atendimento em saúde mental.

Na unidade, o paciente pode ser avaliado por médico ou enfermeiro. A partir dessa avaliação, o caso é direcionado conforme o grau de necessidade, podendo permanecer na atenção básica ou seguir para serviços como o ambulatório de saúde mental e o CAPS.

O CAPS atende situações de maior complexidade e também funciona como porta aberta para demandas relacionadas ao uso de álcool e outras drogas.

Já quando existe risco imediato à vida, com pensamentos intensos de morte ou planejamento para uma tentativa de suicídio, a orientação é buscar atendimento de urgência e emergência. O Samu também pode ser acionado nessas situações.

“Se você está em sofrimento, busque o serviço que está mais próximo de você”, orientou Viviane durante a entrevista.

Família e jovens

A atenção também deve alcançar crianças e adolescentes.

As profissionais ressaltaram que mudanças na forma de se relacionar, abandono dos estudos, isolamento, dificuldade de comunicação e afastamento de atividades próprias daquela fase da vida podem indicar que algo não está bem.

Viviane destacou que observar aquilo que a pessoa deixa de fazer pode ajudar a perceber mudanças importantes no comportamento.

A entrevista também abordou o uso excessivo de celulares e outras telas. Segundo as profissionais, a tecnologia faz parte da rotina atual e pode ter aspectos positivos, mas passa a exigir atenção quando ocupa grande parte do dia e começa a substituir atividades como convivência, estudo, trabalho, lazer e descanso.

Rede de atendimento

O CAPS Harmonia também atua em conjunto com as unidades de saúde por meio de ações de apoio e capacitação das equipes da atenção básica.

De acordo com as profissionais, o atendimento em saúde mental não depende apenas de serviços especializados. Atividades de convivência, prática de exercícios físicos, grupos, acompanhamento psicológico e outras ações desenvolvidas pela rede também podem fazer parte do cuidado, conforme a necessidade de cada pessoa.

O acompanhamento é definido individualmente, levando em consideração o sofrimento apresentado e os impactos provocados na vida do paciente.

Ajuda disponível

Além dos serviços municipais de saúde, pessoas que estejam passando por sofrimento emocional e precisem conversar podem procurar o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo telefone 188.

O atendimento é gratuito, sigiloso e funciona 24 horas por dia.

Em situações de risco imediato à vida, a orientação é procurar atendimento de urgência ou acionar o Samu.

Entrevista concedida ao jornalista Robson Muniz, no programa A Hora do Café, nesta quarta-feira (16).

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Redação Palotina 24 Horas 
Reprodução permitida desde que seja mantido o crédito ao Palotina 24 Horas.

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