Em um dos estados mais afetados por eventos climáticos extremos nos últimos anos, produtores rurais do Rio Grande do Sul têm intensificado investimentos em manejo de solo e irrigação para enfrentar os efeitos das estiagens.
No município de Dom Pedrito, na região da Campanha gaúcha, o produtor Leandro Soncini utiliza diferentes estratégias para preservar a produtividade das lavouras de soja e arroz.
Entre as medidas adotadas estão análise e correção anual do solo, ampliação da irrigação e uso de plantas de cobertura para manter a umidade nas áreas cultivadas.
Cobertura e irrigação
Nas áreas mais altas da propriedade, Soncini utiliza cinco pivôs de irrigação em cerca de 400 hectares.
Já nas áreas mais baixas, o produtor faz rotação entre soja e arroz e aproveita a estrutura de canais e bombas do arroz para irrigar a soja em sistema de sulco e camaleão.
Com as estiagens frequentes, aveia e azevém passaram a dividir espaço com ervilha, centeio e nabo, utilizados tanto para cobertura do solo quanto para alimentação do gado.
Segundo o produtor, as medidas buscam amenizar os efeitos das secas que vêm reduzindo a produtividade das lavouras.
Três gerações no campo

A história da família Soncini começou no fim da década de 1960, quando Neimar Soncini deixou Faxinal do Soturno em busca de novas oportunidades em Dom Pedrito.
A mudança foi feita em condições difíceis, com a família viajando cerca de 350 quilômetros em um trator Fordson Major até a região da Campanha gaúcha.
Com o passar dos anos, a família ampliou a produção agrícola e consolidou a Agropecuária Soncini, que atualmente administra cerca de 4.800 hectares próprios e aproximadamente seis mil hectares entre áreas próprias e arrendadas.
Experiência no campo
Hoje, Leandro trabalha ao lado dos filhos agrônomos Thiago e Mariana e mantém o pai, Neimar, de 79 anos, participando das decisões da propriedade.
Segundo ele, a experiência acumulada ao longo das décadas reforça a importância do manejo adequado do solo para enfrentar os extremos climáticos.
“A enchente e a seca sempre vêm. O mínimo que temos que fazer é uma boa cobertura de solo, boa drenagem nas áreas baixas, calagem e irrigação quando possível”, afirmou.
Redação Palotina 24 Horas com inf. Assessoria/C.Vale
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