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A Hora do Café

Excesso de telas e informações tem aumentado casos de ansiedade, alerta psiquiatra

Especialista explica as diferenças entre ansiedade e depressão, alerta para os impactos do excesso de telas e orienta quando procurar ajuda profissional

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Foto: Sarah Pessoa/Palotina 24 Horas
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A ansiedade está entre os principais problemas de saúde mental da atualidade e, segundo o médico-psiquiatra Gustavo Ensina, o número de pessoas que precisam de atendimento tem aumentado nos últimos anos. Para o especialista, o excesso de informações, o uso constante das telas e a rotina cada vez mais acelerada têm contribuído para o adoecimento emocional da população.

Em entrevista ao programa A Hora do Café, da Clube FM, o médico destacou que a ansiedade não deve ser encarada como frescura ou falta de força de vontade.

 

“A ansiedade não é frescura, não é falta de vontade de melhorar, não é fraqueza. É uma alteração da fisiologia cerebral e tem tratamento.”

Quando a ansiedade deixa de ser normal?

Segundo o psiquiatra, toda pessoa sente ansiedade em algum momento da vida. O problema surge quando a preocupação se torna excessiva, constante e começa a causar prejuízos no dia a dia.

Entre os principais sinais de alerta estão a dificuldade para relaxar, cansaço excessivo, irritabilidade, dores musculares, alterações no sono, dificuldade de concentração e preocupação permanente.

O especialista também explica que a ansiedade pode se manifestar fisicamente.

Sintomas podem aparecer no corpo

Além dos sintomas emocionais, a ansiedade pode provocar manifestações físicas que muitas vezes passam despercebidas pela população.

Entre elas estão tonturas, alterações intestinais, dores de cabeça, tensão muscular, problemas de pele e até manchas roxas pelo corpo, desde que associadas a outros sintomas de ansiedade.

De acordo com o médico, mente e corpo estão diretamente ligados, e o sofrimento emocional pode se manifestar de diferentes formas no organismo.

Ansiedade e depressão não são a mesma coisa

Embora os dois quadros frequentemente apareçam juntos, o psiquiatra explica que ansiedade e depressão têm características diferentes.

Segundo ele, a ansiedade costuma ser marcada pela preocupação excessiva, dificuldade de relaxar e sensação constante de apreensão. Já a depressão vai além da tristeza.

Um dos principais sinais, de acordo com o especialista, é a perda do prazer em atividades que antes eram consideradas agradáveis, como sair com amigos, assistir a um filme, ler um livro ou realizar hobbies.

Outro alerta é a persistência dos sintomas.

 

“Nem toda tristeza é depressão. Todo mundo sente tristeza em alguns momentos da vida. O problema é quando ela não passa e começa a trazer prejuízos para a qualidade de vida.”

O médico destaca que tanto a ansiedade quanto a depressão podem causar alterações no sono, na memória, na concentração, no apetite e no rendimento das atividades do dia a dia.

Excesso de telas preocupa especialistas

Outro ponto destacado pelo psiquiatra é o impacto do excesso de informações e do uso constante das telas na saúde mental.

Segundo ele, o cérebro recebe diariamente uma quantidade muito maior de estímulos do que recebia décadas atrás, dificultando o relaxamento e aumentando os níveis de ansiedade.

O especialista afirma que muitas pessoas utilizam o celular, a televisão ou as redes sociais justamente nos momentos em que deveriam descansar, o que acaba gerando uma sobrecarga mental e prejudicando a qualidade do sono.

Ele também alerta para os efeitos nas crianças e adolescentes, já que o excesso de telas pode aumentar a ansiedade, prejudicar a atenção, provocar impaciência e até simular sintomas semelhantes aos do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Ansiedade e depressão têm tratamento

Segundo Gustavo Ensina, muitas pessoas ainda resistem em procurar ajuda por acreditarem que os transtornos mentais são sinal de fraqueza ou que o tratamento necessariamente envolve medicamentos.

O médico explica que nem todos os casos precisam de medicação e que a psicoterapia é uma das principais formas de tratamento, podendo ser tão eficaz quanto os remédios em muitos pacientes.

 

“Não vale a pena ficar sofrendo em silêncio, sozinho, só pelo orgulho de dizer que nunca foi ao psiquiatra ou ao psicólogo.”

Para o especialista, procurar ajuda é um passo importante para recuperar a qualidade de vida e evitar que os sintomas se agravem.

Ele orienta que pessoas que se identificam com sintomas persistentes de ansiedade ou depressão procurem avaliação de um profissional de saúde mental para receber orientação e tratamento adequados.

Serviço

O Dr. Gustavo Ensina atende em Palotina na Psicoclínica, em frente ao Hospital Unimed e também por telemedicina para todo o Brasil.

Para contatos e mais informações, basta acessar a página Dr. Gustavo Ensina no Instagram.

 

Redação Palotina 24 Horas
Reprodução permitida desde que seja mantido o crédito ao Palotina 24 Horas.

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