A Praça Amadeo Piovesan recebeu na ultima quarta-feira (17), a 2ª edição do Food Safety Day, ação promovida pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em alusão ao Dia Mundial da Segurança dos Alimentos. A iniciativa reuniu professores, pesquisadores e acadêmicos do curso de Medicina Veterinária para orientar a população sobre práticas que ajudam a prevenir doenças transmitidas por alimentos.
A campanha segue uma mobilização mundial promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e teve como tema em 2026 “Dos problemas às soluções: alimentos seguros em todos os lugares”. Em Palotina, o evento foi organizado pelo Laboratório de Controle de Qualidade e Inspeção de Produtos de Origem Animal (LACOMA).
Da fazenda ao prato
Durante a programação, o professor Luciano Bersot destacou que a segurança dos alimentos envolve toda a cadeia produtiva, desde a produção nas propriedades rurais até o momento em que o alimento chega à mesa do consumidor.
Segundo ele, cuidados simples durante a compra, preparo e armazenamento dos alimentos podem reduzir significativamente os riscos de contaminação e prevenir doenças de origem alimentar.
O médico veterinário e doutorando da UFPR, Jhônatan Sperandio, também participou da ação e chamou a atenção para a diferença entre segurança alimentar e segurança dos alimentos. Enquanto a primeira está relacionada ao acesso da população a alimentos de qualidade, a segunda envolve todos os procedimentos adotados para garantir que os produtos sejam seguros para o consumo.
Ele ainda ressaltou que o Brasil possui um dos sistemas de inspeção sanitária mais rigorosos do mundo, com participação direta de médicos veterinários nos serviços de fiscalização.
Cuidados na produção
No espaço dedicado à produção rural, a acadêmica Mirelle Martins explicou que a segurança dos alimentos começa ainda nas propriedades.
Ela destacou que doenças nos animais, consumo de água ou ração contaminadas e falhas na higiene durante a ordenha podem comprometer a qualidade de produtos como leite e carne, gerando riscos à saúde humana.
Segundo a estudante, boas práticas de manejo e atenção constante aos processos produtivos são fundamentais para garantir alimentos seguros ao consumidor.
Atenção ao leite
A acadêmica Luísa Zardo apresentou orientações sobre a cadeia produtiva do leite e os cuidados necessários desde a ordenha até o armazenamento em casa.
Entre as recomendações estão a manutenção da temperatura adequada durante o transporte e a conservação correta do produto após a compra. Ela explicou que o leite de saquinho deve permanecer refrigerado durante todo o processo, enquanto o leite de caixinha pode ficar fora da geladeira apenas enquanto estiver fechado.
A estudante também orientou os consumidores a verificarem o prazo de validade e a presença dos selos de inspeção antes da compra.
Riscos no supermercado
Outro tema abordado foi a contaminação cruzada ainda durante as compras.
A acadêmica Emanuelle Sevignani explicou que o contato entre carnes cruas e alimentos consumidos in natura, como frutas, verduras e legumes, pode favorecer a transferência de microrganismos.
Ela orientou os consumidores a manterem a separação dos produtos no carrinho, evitarem o contato entre alimentos e produtos de limpeza e deixarem os itens congelados para o final das compras.
Cuidados dentro de casa
No estande dedicado ao consumo dos alimentos, a acadêmica Karen Fernanda alertou para hábitos comuns que podem representar riscos à saúde.
Entre os exemplos citados estão o consumo de alimentos com prazo de validade vencido, mesmo quando apresentam aparência normal, e o compartilhamento inadequado de utensílios durante refeições em família.
Segundo ela, crianças merecem atenção especial, já que possuem maior sensibilidade a doenças transmitidas por alimentos.
Contaminação cruzada
A acadêmica Paola Faccin abordou os riscos da contaminação cruzada na cozinha, tema que despertou grande interesse do público.
Entre as orientações repassadas, ela destacou que não é recomendado lavar carnes antes do preparo, já que a prática pode espalhar microrganismos por utensílios, bancadas e outros alimentos.
Paola também alertou para os cuidados com tábuas de corte, recomendando a separação entre carnes e vegetais e atenção ao desgaste de materiais como madeira e plástico, que podem acumular microrganismos ao longo do tempo.
A principal mensagem reforçada durante toda a ação foi que a segurança dos alimentos depende de cuidados adotados em todas as etapas da cadeia produtiva, desde a fazenda até o consumo dentro de casa.
Redação Palotina 24 Horas
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