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A Hora do Café

Nissandra detalha projetos na saúde e diz que caso das amostras envolve atuação como servidora, não mandato

Entrevista aborda iniciativas como telessaúde, luto materno e uso de tecnologia, além de esclarecimentos sobre apreensão de medicamentos

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Foto: Sarah Pessoa/Palotina 24 Horas
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Publicidade - Prefeitura de Palotina

A vereadora Nissandra Karsten detalhou, em entrevista na manhã desta sexta-feira (24) ao jornalista Robson Muniz, da Clube FM, projetos apresentados na área da saúde em Palotina e comentou o caso da apreensão de amostras de medicamentos.

Durante a conversa, ela abordou propostas já aprovadas, iniciativas que aguardam sanção e medidas em discussão no município, com foco no atendimento público.

Ao tratar da apreensão, Nissandra afirmou que o caso está relacionado à sua atuação como servidora pública farmacêutica, e não ao mandato como vereadora, destacando a necessidade de separar as duas funções.

Academias 

Entre os projetos citados está o programa “Palotina em Movimento”, que prevê a instalação de QR Codes nos equipamentos das academias ao ar livre.

A proposta permite que usuários acessem vídeos com orientações de profissionais sobre o uso correto dos aparelhos, postura e alongamento, por meio do celular.

Segundo Nissandra, a ideia surgiu a partir da percepção de que muitas pessoas utilizam os equipamentos sem saber exatamente a forma correta, o que pode gerar lesões.

 

“Às vezes a pessoa usa como o amigo usa, mas não sabe se é o correto. A orientação ajuda a evitar problema e melhora o aproveitamento”, explicou.

Ela também destacou que a proposta busca aliar tecnologia e saúde com baixo custo, já que não há viabilidade de manter profissionais em todas as academias ao mesmo tempo.

O projeto foi aprovado e sancionado e agora depende de regulamentação do Executivo para ser implantado.

Luto

Outro tema abordado foi o projeto que institui a Política de Humanização do Luto Materno e Parental no município.

A proposta, já aprovada pela Câmara e que aguarda sanção, prevê acolhimento psicológico, investigação das causas da perda, acompanhamento em futuras gestações e capacitação das equipes de saúde.

Durante a entrevista, Nissandra destacou que o luto gestacional e neonatal ainda é pouco discutido e que muitas famílias enfrentam o momento sem o devido acolhimento.

Ela também explicou que, com a legislação mais recente, famílias passam a ter direito a despedida e acompanhamento independentemente do tempo de gestação.

Telessaúde

Nissandra também detalhou o projeto que autoriza a implantação da Telessaúde na rede municipal, destacando o uso da tecnologia para ampliar o acesso a consultas e organizar o atendimento.

Segundo ela, a proposta envolve desde agendamento por aplicativo e confirmação de consultas até o uso de atendimentos remotos com especialistas.

 

“É trazer a tecnologia mais próxima da população e também para a área da saúde. A pessoa pode agendar consulta, confirmar procedimento, organizar exame. Isso ajuda inclusive na organização das filas”, explicou.

A vereadora citou como exemplo a dificuldade de acesso a algumas especialidades, como hematologia, que frequentemente exige deslocamento para outras cidades.

Ela afirmou que, em muitos casos, o atendimento pode ser feito de forma remota, com um profissional de saúde acompanhando o paciente no município enquanto o especialista realiza a consulta online.

 

“O especialista está lá, faz a avaliação, passa a conduta, e o médico daqui segue o acompanhamento. Isso evita deslocamento e facilita muito o acesso”, disse.

Nissandra também destacou que o município já possui experiências desde 2024, como teledermatologia e teleeletrocardiograma.

Segundo ela, a proposta agora é avançar na regulamentação e ampliação do serviço.

Maternidade

A vereadora também citou a Semana da Maternidade Atípica, já instituída no município.

A proposta busca promover ações voltadas a mães de crianças com deficiência ou necessidades específicas.

Segundo Nissandra, o objetivo é dar visibilidade a essa realidade e estimular iniciativas de apoio e acolhimento.

Direitos

Outro projeto citado prevê a divulgação dos direitos dos pacientes, especialmente pessoas com câncer, nos órgãos públicos e canais oficiais do município.

Segundo Nissandra, muitos desses direitos ainda são pouco conhecidos pela população.

Entre eles estão atendimento prioritário, direito a acompanhante, acesso a benefícios sociais e outras garantias previstas em lei.

A vereadora também comentou que a publicação recente de uma legislação federal sobre direitos dos pacientes gerou grande procura por informações.

Ouvidoria

Nissandra também destacou o uso de dados da Ouvidoria Municipal como ferramenta para identificar demandas da população e orientar a atuação do poder público.

Segundo ela, as manifestações registradas refletem a percepção da comunidade sobre os serviços prestados no município.

A vereadora citou como exemplo reclamações recorrentes relacionadas a mato alto, perturbação do sossego e problemas em bueiros, apontadas por moradores nos registros da Ouvidoria.

De acordo com ela, esses dados são utilizados para embasar requerimentos e cobrar ações do Executivo.

 

“Eu uso esses dados para trabalhar, para cobrar e para construir política pública”, disse.

Perturbação

Sobre a perturbação do sossego, Nissandra avaliou que é necessário melhorar o fluxo de atendimento entre os órgãos responsáveis, diante de relatos de dificuldade por parte da população.

Ela também destacou que muitos moradores evitam formalizar denúncias por receio de exposição ou represálias.

A vereadora também afirmou que pretende avançar na discussão sobre essas demandas, destacando que o tema já foi levado ao debate na Câmara Municipal.

Ela defendeu maior integração entre os setores envolvidos, além de reforçar a importância do registro das demandas pela população.

 

“Manifeste, registre. A Ouvidoria traz a fotografia da gestão. E gestão que não trabalha com Ouvidoria não está preparada”, afirmou.

Amostras

A entrevista também abordou o caso da apreensão de amostras de medicamentos.

Nissandra afirmou que a situação está relacionada à atuação dela como servidora pública farmacêutica e não ao mandato como vereadora, destacando a necessidade de separar as duas funções.

Segundo Nissandra, a utilização das amostras teve início em 2021, durante a pandemia, após discussões sobre o descarte de medicamentos.

O tema foi levado ao Conselho Municipal de Saúde, que criou uma comissão para analisar o assunto. A partir desse estudo, segundo ela, houve deliberação favorável à utilização das amostras.

Ainda de acordo com a vereadora, os medicamentos eram recebidos, conferidos quanto à validade e dispensados mediante prescrição médica.

 

“Isso nunca foi feito de forma escondida. Todos os setores sabiam e utilizavam quando havia necessidade”, afirmou.

Segundo Nissandra, as amostras eram utilizadas principalmente em situações em que o paciente não tinha condições de adquirir o medicamento.

Ela relatou que foi surpreendida pela ação da Vigilância Sanitária, que recolheu o material após denúncia anônima.

Regulamentação

Nissandra também afirmou que não havia protocolo municipal formal regulamentando o uso das amostras.

Sobre a legalidade, disse que entende haver margem de interpretação na norma, mas que o modelo pode ser ajustado.

Ela afirmou ainda que pretende acompanhar o caso e que defende a busca por alternativas para não prejudicar a população atendida.

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Redação Palotina 24 Horas
Reprodução permitida desde que seja mantido o crédito ao Palotina 24 Horas.

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