Diego-2026-668x445

Nem sempre quem fala mais tem mais razão

O estoicismo já defendia isso há séculos. Sêneca dizia que “o silêncio é uma lição para muitos e um refúgio para os sábios”. Epicteto reforçava: temos dois ouvidos e uma boca justamente para ouvir mais do que falar. Ou seja, não é sobre se omitir — é sobre escolher quando vale a pena se posicionar.

No dia a dia, isso fica evidente. Quantas discussões começam por impulso? Um comentário atravessado no trabalho, uma mensagem mal interpretada no WhatsApp, uma crítica feita no calor do momento… e pronto: cria-se um problema que poderia ser evitado com alguns segundos de silêncio.

Dentro das empresas, por exemplo, há profissionais que se prejudicam não pela falta de competência, mas pelo excesso de opinião em momentos errados. Falar tudo o que pensa, o tempo todo, não é autenticidade — muitas vezes é falta de filtro. Já aqueles que observam, escutam e escolhem o momento certo de falar, geralmente têm mais influência e respeito.

Nos relacionamentos pessoais, o silêncio também tem seu poder. Nem toda provocação merece resposta. Nem toda crítica precisa de defesa imediata. Às vezes, o silêncio desarma. Ele evita escaladas emocionais e mostra maturidade.

Mas aqui entra o contraponto importante: o silêncio também pode ser covardia. Calar diante de injustiças, abusos ou situações que exigem posicionamento não é sabedoria — é omissão. O desafio, então, não é simplesmente falar menos, mas discernir melhor.

O verdadeiro domínio está nisso: saber quando o silêncio constrói e quando ele destrói.

Falar por impulso é fácil. Ficar em silêncio exige força. Mas falar no momento certo… isso exige inteligência emocional.

Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a opinião do Palotina 24 Horas.