A Hora do Café

Com 10 casos e um óbito em 2025, Palotina reforça alerta para tuberculose

Município tem três pacientes em tratamento e Vigilância em Saúde orienta população sobre sintomas e importância de buscar atendimento precoce

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Foto: Lavínia Reisner/Palotina 24 Horas
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Publicidade - Prefeitura de Palotina

A tuberculose ainda é uma preocupação de saúde pública em Palotina. Em entrevista ao jornalista Robson Muniz, na manhã desta quinta-feira (19), a enfermeira Maristela Barbieri, da Vigilância em Saúde, destacou que o município registrou 31 casos da doença nos últimos cinco anos, sendo 10 apenas em 2025, quando também houve um óbito por diagnóstico tardio.

Segundo ela, o objetivo da mobilização em torno do Dia Mundial de Combate à Tuberculose, lembrado em 24 de março, é reforçar a conscientização da população sobre os sinais da doença e a importância de buscar atendimento precoce. Atualmente, o município conta com três pacientes em tratamento, sendo que um deles deve receber alta ainda neste mês.

A profissional ressaltou que a tuberculose tem cura, mas o sucesso do tratamento depende diretamente do diagnóstico precoce e da adesão correta à medicação, que é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e tem duração média de seis meses.

Sinais de alerta

O principal sintoma da tuberculose é a tosse persistente, especialmente quando dura mais de três semanas. Em pacientes mais vulneráveis, como imunossuprimidos, usuários de drogas e pessoas com maior fragilidade de saúde, esse período de atenção pode ser reduzido para duas semanas.

Outros sinais importantes incluem emagrecimento, febre, principalmente no período da tarde, e suor noturno intenso. A forma pulmonar é a mais comum — representando a maioria dos casos —, mas a doença também pode atingir outras partes do corpo, como gânglios, rins, ossos e, em situações mais graves, o cérebro.

Transmissão e cuidado

A tuberculose pulmonar é transmissível e ocorre por meio de gotículas e aerossóis eliminados ao tossir, espirrar ou falar. A transmissão por objetos, como talheres ou roupas de cama, é considerada rara.

Sem tratamento, uma pessoa com tuberculose pode transmitir a doença por um longo período e chegar a contaminar até 10 pessoas ao longo de um ano. Por isso, após a confirmação do diagnóstico, as equipes de saúde realizam a investigação de contatos próximos, incluindo familiares e colegas de trabalho.

Entre os cuidados recomendados estão o uso de máscara, o afastamento temporário das atividades quando necessário e a manutenção de ambientes bem ventilados. O bacilo é sensível à luz, ao calor e à circulação de ar.

Tratamento acompanhado

O tratamento da tuberculose é dividido em duas etapas e dura, em média, seis meses. Na fase inicial, o paciente utiliza quatro medicamentos combinados, seguidos por uma fase de manutenção.

Para garantir a eficácia do tratamento, o Ministério da Saúde recomenda o tratamento diretamente observado, com acompanhamento da equipe de saúde no mínimo três vezes por semana, podendo ocorrer de forma presencial ou até por chamadas de vídeo.

O objetivo é evitar o abandono da medicação, que pode ocorrer quando o paciente começa a se sentir melhor antes do fim do tratamento, além de permitir o monitoramento de possíveis efeitos colaterais.

Vacina protege formas graves

A vacina BCG, aplicada logo após o nascimento, é uma das principais formas de prevenção contra as formas mais graves da tuberculose, especialmente a meningite tuberculosa.

A orientação é que pessoas com sintomas procurem uma unidade básica de saúde para avaliação e realização de exames, garantindo o diagnóstico e início do tratamento o mais cedo possível.

Sarampo acende alerta

Durante a entrevista, Maristela também comentou o recente caso de sarampo confirmado no Brasil, envolvendo um bebê com histórico de viagem — caracterizado como caso importado.

Ela alertou que a doença é altamente transmissível e reforçou a importância da vacinação. Em Palotina, a cobertura da primeira dose atingiu 95% no ano passado, mas a segunda dose ficou abaixo do ideal.

A recomendação é que pais verifiquem a caderneta das crianças e que adultos também confiram a situação vacinal, especialmente aqueles que viajam ou têm maior circulação de pessoas no trabalho.

Novas ações na saúde

A enfermeira também destacou a chegada ao município do Nirsevimabe, anticorpo que protege bebês prematuros e crianças com maior vulnerabilidade contra a bronquiolite causada pelo vírus sincicial respiratório.

Além disso, a vacinação nas escolas seguirá como estratégia para ampliar a cobertura vacinal, e as unidades de saúde continuam oferecendo horários estendidos uma vez por mês para facilitar o acesso da população.

Ao final, Maristela reforçou a importância da prevenção e da atenção aos sintomas.

 

“A tuberculose tem cura, mas o diagnóstico precoce faz toda a diferença”, destacou.

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Redação Palotina 24 Horas
Reprodução permitida desde que seja mantido o crédito ao Palotina 24 Horas.

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