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Atleta palotinense passa por cirurgia com polilaminina, tratamento experimental para lesão na medula

William Carboni Kerber, de 27 anos, é um dos 30 pacientes autorizados pela Justiça a receber a substância, ainda em fase de testes no Brasil

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Antes do acidente, William Carboni Kerber era atleta de alto rendimento — Foto: Reprodução G1/Arquivo pessoal
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O jovem palotinense William Carboni Kerber, de 27 anos, passou por uma cirurgia experimental com a substância polilaminina no último sábado (21), em Foz do Iguaçu (PR). Ele é um dos 30 pacientes no Brasil autorizados pela Justiça a receber o tratamento, que ainda não está disponível oficialmente e é aplicado em caráter excepcional.

Natural de Palotina, William ficou tetraplégico após um grave acidente automobilístico em 2025, que provocou fraturas na coluna torácica e lesão na medula espinhal. Desde então, ele vive sem os movimentos do pescoço para baixo.

A cirurgia foi considerada bem-sucedida e representa uma nova esperança de recuperação. O tratamento utiliza a polilaminina, um composto recriado em laboratório a partir da laminina, proteína produzida naturalmente pelo corpo humano e essencial para o crescimento e organização das células.

Tratamento restrito

Até agora, 55 pacientes recorreram à Justiça para ter acesso à substância. Destes, apenas 30 receberam autorização para o chamado uso compassivo, permitido quando não há outras alternativas terapêuticas disponíveis.

As aplicações são realizadas por equipes médicas ligadas ao núcleo de pesquisa liderado pela bióloga Tatiana Coelho de Sampaio, responsável pelo desenvolvimento da substância após mais de 30 anos de estudos.

Esperança científica

A polilaminina atua criando uma espécie de “ponte” que pode ajudar na reconexão das células nervosas, permitindo que sinais do cérebro voltem a alcançar partes do corpo afetadas pela lesão.

Estudos preliminares apontaram resultados considerados promissores, com recuperação motora em parte dos pacientes. Ainda assim, o tratamento permanece em fase experimental e depende de testes clínicos oficiais para comprovação científica.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já autorizou o início dos ensaios clínicos formais. Caso os resultados confirmem a eficácia e a segurança, a substância poderá se tornar disponível para uso médico nos próximos anos.

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Redação Palotina 24 Horas com inf. G1 Paraná

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