O El Niño 2026/2027 está se fortalecendo e deve permanecer ativo até o início de 2027, com possibilidade de atingir intensidade muito forte nos próximos meses. O Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos (CPC/NOAA) aponta probabilidade superior a 90% de um evento muito forte durante o outono e o inverno do Hemisfério Norte, período que corresponde à primavera e ao verão no Brasil.
No Brasil, a tendência é de chuvas acima da média na Região Sul, enquanto áreas do centro-norte do país podem enfrentar precipitações mais irregulares e abaixo do normal. O boletim mais recente do Painel El Niño 2026-2027 também indica temperaturas acima da média em grande parte do território nacional.
El Niño forte
Dados do CPC mostram que as águas do Pacífico Equatorial continuam aquecendo. No início de setembro, anomalias superiores a 3°C já eram registradas em partes do Pacífico Leste, enquanto a região Niño 3.4, uma das principais referências para classificação do fenômeno, estava em cerca de 1,8°C acima da média.
O Cemaden aponta que o episódio deve se prolongar até o trimestre março-abril-maio de 2027, com o pico de aquecimento previsto entre novembro deste ano e janeiro do próximo.
Chuva no Sul
Para o trimestre setembro-outubro-novembro, as projeções nacionais indicam maior probabilidade de precipitações acima da média no Sul do Brasil, além de partes de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Segundo Ronaldo Coutinho do Prado, da Climaterra, apesar da presença de águas mais frias próximas ao litoral da Argentina e do Uruguai poder provocar intervalos de tempo mais seco e novas incursões de ar frio, a tendência ainda é de excesso de chuva na Região Sul durante a safra de verão.
“Será um El Niño extremamente forte”, afirmou Coutinho.
Impacto na safra
No centro-norte do Brasil, o cenário é diferente. A expectativa é de chuvas mais irregulares, com possibilidade de períodos secos prolongados durante etapas importantes do plantio da safra de verão.
Coutinho alerta que períodos de chuva podem ser intercalados com novos veranicos, especialmente em áreas de Mato Grosso, norte de Mato Grosso do Sul e Matopiba.
Para a Região Sul, órgãos federais destacam que o excesso de umidade pode favorecer algumas culturas dependendo da fase de desenvolvimento, mas também aumenta o risco de doenças fúngicas e pode dificultar tratos culturais e colheitas.
O acompanhamento das previsões de curto e médio prazo continua sendo recomendado, já que a intensidade e a distribuição das chuvas podem variar mesmo em um cenário de El Niño muito forte.
Redação Palotina 24 Horas com informações da C.Vale
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