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7 de setembro: independência para quem?

Hoje, o Brasil veste verde e amarelo. As bandeiras aparecem nas ruas, o Hino Nacional ecoa e lembramos daquele grito às margens do Ipiranga: “Independência ou Morte!”.

Mas, quase dois séculos depois, talvez seja necessário fazer uma nova pergunta:

De que o Brasil ainda precisa se libertar?

Precisamos nos libertar da corrupção, da impunidade, da burocracia que sufoca quem trabalha, dos impostos que pesam sobre quem produz e de um Estado que, muitas vezes, cresce (obeso e inflado de tanto arrecadar) enquanto a liberdade do cidadão diminui.

Precisamos nos libertar da política feita para poucos. Do privilégio. Do interesse pessoal colocado acima do interesse público.

E precisamos, sobretudo, recuperar a confiança.

Os acontecimentos que chegam das mais altas esferas do poder, especialmente as denúncias e questionamentos envolvendo autoridades do Judiciário e grandes interesses econômicos, são graves demais para serem tratados como uma simples disputa política. Não podemos escolher a indignação conforme o lado.

Se houver crime, que haja investigação. Se houver irregularidade, que haja responsabilização. Porque democracia também significa transparência.

O brasileiro quer um país onde trabalhar não seja um castigo. Onde empreender não seja uma corrida de obstáculos. Onde quem produz não seja tratado como inimigo.

Queremos menos burocracia, impostos mais justos, mais liberdade econômica e um governo que ajude quem trabalha, em vez de criar cada vez mais dificuldades.

Mas existe uma independência que depende de nós.

A independência do voto!

Está chegando a hora de escolher novamente quem vai ocupar os espaços de poder. E talvez essa seja a nossa maior responsabilidade como cidadãos.

Não escolher por paixão. Não escolher por fanatismo. Não escolher apenas por promessa.

Escolher pelo caráter, pela história, pela competência e pela honestidade.

Porque o Brasil que sonhamos não nasce apenas nos palácios de Brasília.

Nasce também na consciência de cada eleitor.

Neste 7 de setembro, que a nossa bandeira não seja apenas um símbolo.

Que ela nos lembre que o Brasil ainda tem muito para conquistar.

E que a verdadeira independência será alcançada no dia em que o cidadão puder olhar para o seu país e sentir orgulho não apenas da sua bandeira, mas também das suas instituições.

Esse Brasil ainda é possível! E começa com cada um de nós.

Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a opinião do Palotina 24 Horas.