No dia 9 de março de 2026, foram comemorados 250 anos da publicação do livro A Riqueza das Nações, do filósofo escocês Adam Smith, considerado o pai da economia moderna.
Duzentos e cinquenta anos após a publicação de A Riqueza das Nações, o pensamento de Adam Smith segue atual e provocador. Escrito em 1776, em meio ao Iluminismo e às transformações que antecederam a Revolução Industrial, o livro estabeleceu bases fundamentais do pensamento econômico moderno. Smith defendia a liberdade de mercado, a divisão do trabalho como forma de aumentar a produtividade e a ideia de que, ao buscar seus próprios interesses, os indivíduos poderiam contribuir para o bem-estar coletivo — conceito que ficou conhecido como “mão invisível”. Ao mesmo tempo, ele reconhecia o papel do Estado em áreas essenciais, como justiça, defesa e infraestrutura, demonstrando uma visão mais equilibrada do que muitas vezes se interpreta. Ou seja, ele não defendia a ausência do Estado, mas um Estado focado em pontos específicos para ser eficiente.

No Brasil atual, marcado por desafios econômicos persistentes, como desigualdade social, baixo crescimento e instabilidade política, as ideias de Smith ainda oferecem um importante ponto de reflexão. O país convive com forte presença do Estado em diversos setores, ao mesmo tempo em que enfrenta entraves burocráticos, insegurança jurídica e dificuldades para estimular a livre iniciativa de forma eficaz. Em um cenário de ano eleitoral, tanto na esfera estadual quanto federal, o debate sobre o papel do Estado e do mercado volta ao centro das discussões. A comparação com Smith evidencia a necessidade de equilíbrio: nem um Estado ausente, nem excessivamente intervencionista, mas sim um modelo que promova concorrência, inovação e oportunidades reais para a população.
Para avançar, o Brasil precisa investir de forma consistente em educação de qualidade, especialmente na formação básica e técnica, criando cidadãos mais preparados para participar da economia moderna. Também é fundamental fortalecer instituições, garantir transparência e incentivar políticas públicas de longo prazo, que não fiquem reféns de ciclos eleitorais. A simplificação tributária, o estímulo ao empreendedorismo e a valorização do conhecimento são caminhos possíveis. Em um momento decisivo como o atual, cabe à sociedade refletir, participar e cobrar propostas que realmente contribuam para um desenvolvimento mais justo, sustentável e alinhado com os desafios do século XXI.
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